O único livro de cozinha que eu tenho, e que uso sem parar, é um livro do Pellegrino Artusi, que até hoje é perfeito. Primeiro porque é muito bem escrito e depois por ter sido ele quem organizou o que hoje conhecemos sob o nome genérico de “a cozinha italiana”. O livro foi escrito na seunda metade do século XIX, e o conceito era esse mesmo, mostrar que existe uma comida italiana, e que por isso poderia existir uma só Itália unificada no lugar de milhares de pequenos países.

O Artusi é tão bom que até hoje, como acabo de descobrir aqui em Florença, ele é reeditado em inúmeras versões. Mas, não é para ele que quero chamar a atenção. Paralelo à cidade de Florença, bem perto de Pisa e na beira do mar fica Livorno, uma cidade criada no século XVI como porto livre, com pessoas de diferentes partes do mundo. E, quem conta a história de dessa cozinha é Aldo Santini, um dos fundadores da revista L’Europeo, na Itália.

Nos anos de 1960 surgiram na Europa algumas revistas semanais com profissionais atirados, que viajavam pelo mundo como seus correspondentes. Talvez essa seja a geração que deu continuidade à importância que a profissão de jornalista e o jornalismo havia adquirido durante a Segunda Guerra Mundial, abriram caminho para uma imprensa questionadora que, por exemplo, nos Estados Unidos, influenciou o fim da Guerra do Vietnã e no Brasil apoiou anos mais tarde o movimento pelas eleições diretas.

O livro traz receitas, fotos e muitas histórias. Estou lendo com um dicionário italiano-portugues ao alcance da mão.

Observação – Infelizmente os links estão para páginas em outras línguas, para ler em portugues recomendo traduzir a página com o auxílio do Google (sempre ele, eu sei. Mas é um mão na roda!).

Para quem se interessar, clique para ver a página com o livro La cucina livornese, em um livraria online  italiana.