Antes de se fazer o doce, típico do calor tropical, é interessante conhecer a fruta. O sapoti, olhando-se de fora mais parece uma mistura de pera com maçã, o sabor também é um desses que por falta de outra referência podemos dizer que é parecido com a maçã e a pera embora mais perfumado, lembra um pouco o jambo, porém mais rústico. Quantas palavras para definir uma fruta que a bem da verdade tem um sabor singular. E é claro que é preciso experimentar pelo menos um para explicar a complexidade do seu sabor cheio de nuances. Há quem chame o sapoti com formato redondo redondo de sapota e mais o alongado de sapoti, embora o sabor seja o mesmo.

 

 

Não é muito popular aqui no Sudeste, bem adaptada que está aos quintais nordestinos e agora provavelmente a encontramos com mais frequência por conta do crescimento da exportação de frutas exóticas para os países do Hemisfério Norte.

Original do México e da América Central disseminou-se naturalmente pelas Américas e, junto com uma série de outras frutas, foi deixada de lado no processo de verticalização das cidades brasileiras. Sem quintal para crescer sapoti, cajá, goiaba, jaboticaba, jambo, jamelão e tantas outras frutas deixaram de ser frutas da estação para serem transformadas em frutas exóticas.

Para quem quiser se aventurar e encontrar sapotis em quantidade suficiente segue a receita original, use um quilo de sapotis para meio de açúcar. Depois de cozidos, corte-os em pedaços, retire o miolo das frutas e coloque-os para dar o ponto apenas cobertos de água com o açúcar já dissolvido na água. Cozinhe até a temperatura do doce na panela alcançar 105 graus em um termômetro de medir calor de açúcar. Distribua em uma ou duas compoteiras e sirva com queijo branco.

Doce de saputy pernambucano
Colha-se esta fructa quando estiver quase a amadurecer, e fervão-a em agua simples, para melhor largar a casca, e depois escorra-se bem de agua, e acabem de cozer a fructa em calda de assucar, até estar em ponto alto: retire-se então e guarde-o.