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Não sei se todo mundo faz parecido, mas com o passar do tempo muitos jogos de louça acabaram ficando orfãos e desdentados aqui em casa. Jogo fora o que não serve mais e guardo um número aproveitável de pratos de sobremesa ou fundos, em geral os pratos rasos acabam antes. Monto pequenos conjuntos e misturo tudo quando tenho visitas amigas. Para as visitas formais com mais de doze pessoas eu alugo louça branca com friso azul marinho, com cara de restaurante antigo.

Para a toalha de mesa eu misturo mais de uma com frequência, como na foto onde uma uma colcha em um tecido com certa textura sobreposta por um pano africano que comprei em uma barraca em pleno Largo do Machado, no Rio de Janeiro. Existem diversas estampas e sempre amarram a composição. No caso, no lugar do pratinho de pão coloquei-o direto na mesa. Copo de água e de vinho – cada um bem diferente do outro e a mesa estava pronta.

A saladeira é sempre a mesma, de madeira torneada em uma peça só – veio da Inglaterra e está cada dia mais linda, azeitada pelos molhos das saladas. Os talheres de fora para dentro são de pratinha barata comprados nas feiras de antiguidades. A prata barata é também chamada de alpaca, é uma liga com níquel e um pouco de prata. Não guardo nada, afinal se comprei ou herdei quero aproveitar, depois a moda muda e eu ando namorando um faqueiro de inox ultra contemporâneo que resiste à água da lava-louça. No mais, só servir os amigos com alegria.