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Em pleno calor de janeiro fico meio sem graça de sugerir sobremesas elaboradas. Acho que quanto mais simples melhor e mais divertido. Frutas, muitas frutas parecem perfeitas como sobremesa. Só que aqui em casa ninguém as quer como sobremesa. Pena, porque era um hábito antigo de quando morar em um país tropical ainda era uma aventura para um imigrante. A preocupação com febres altíssimas que matavam era uma constante na vida diária. Mas, mas todos sabiam que a vitamina C, ou melhor, limões, laranjas, tangerinas, clementinas, toronjas, grapefruits, e muitos outros cítricos que acabaram por desaparecer, salvavam vidas. O bom redoxon diário, um velho hábito carioca contra gripes e viroses, só se tornou possível a partir de 1936, a data em que a vitamina C foi sintetizada.

Assim resolvi dar nova vida a um hábito bem carioca, não sei se outros estados também o mantinham, no almoço servia-se uma fruta como sobremesa e, no jantar, um doce de fruta em calda com queijo ou pudins de sabores diferentes. Foi então, que percebi a tal tradição para ser recuperada precisa de frutas e principalmente de facas muito bem afiadas, do contrário é realmente impossível se obter fatias finas de peras ou cortar tangerinas ou laranjas sem o miolo branco.

As minhas facas prediletas no momento são prá lá de simples e descomplicadas, da marca francesa Opinel, e por que deve ter tido, em algum momento, um slogan com a expressão Choix Opinel – que mal traduzido quer dizer Opinel, a escolhida – também é chamada de Choix Opinel e não pelo tipo de faca. Além de facas também fabrica canivetes, uma empresa antiga e tradicional na França.

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