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O verão está chegando e, é claro que ninguém vai fazer conservas como antigamente – comprar quilos e quilos de frutas, legumes ou um porco inteiro para prepará-lo à moda da casa para o inverno do ano seguinte. Não se faz mais isso em tempos de supermercados logo aqui na esquina de casa.
Acontece que se não queremos aqueles tempos de volta, vez por outra a nossa alma, e o estômago, pede por alguma comidinha com um sabor mais caseiro.

Comida comprada pronta pode ser muito elegante, especialmente aquelas preparadas com métodos sofisticados e sem nenhum conservante, essas costumam ser absurdamente saborosas. Elas trazem uma enorme satisfação a cada mordida. Mas, apesar desse prazer infinito, não é nos proporcionam a mesma sensação que a comida feita em casa provoca, ou melhor, ela não traz o mesmo grau de satisfação e saciedade.

O sabor caseiro não quer dizer mal feito, mal acabado ou ligado às prendas do lar (ui!), sou muito bagunceira para isso. Comida feita em casa quer dizer que tem uma dose de trabalho aplicado no seu preparo, há um engajamento e uma dedicação que resulta numa enorme alegria a cada mordida e a cada elogio. É como se nos ligássemos a algum passado encantador e um pouco melhorado na nossa imaginação.

O fato é que no momento existe uma absurda falta de tempo, não sei o que houve e não tenho teorias a respeito, sei que não tenho mais tempo para nada, e como eu, ninguém que eu conheço consegue organizar a sua agenda para produzir algum resultado concreto. É nesse momento que preparar uma conserva em casa pode nos ajudar. Bobagem? Proponho uma experiência com uma receita fácil, com resultado garantido – isso também faz parte de nossos desejos hoje em dia, e que é deliciosa. O maior trabalho é cortar um limão em fatias finas!

A conserva de alimentos apenas fervidos com especiarias ou com vinagre é uma tradição europeia que no Brasil colonial foi substituída por um outro de tipo de preservação à prova da umidade do ar e de bolor – os doces e as pastas de frutas. Os mais conhecidos são a goiabada, a marmelada e o doce de leite.

Como a geladeira acabou com a necessidade imediata de se salgar ou adoçar alimentos, as conservas que antes eram impossíveis de se guardar de maneira adequada, podem ficar por um certo tempo, aproximadamente dois ou três meses, na geladeira.
É o caso da conserva de tomates que ensino a seguir. Ela tem todo o charme de uma receita à moda antiga, mas como cada etapa demora apenas dez minutos, diluídos em quatro dias, o prazer é enorme e o sabor final encantador. Experimente!