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Na foto ao lado está uma autêntica noz-moscada, recém tirada do pé pela Anissa Helou. Grande cozinheira e pesquisadora de origem libanesa ela foi atrás da origem das especiarias e chegou às ilhas Banda, no arquipélago das Molucas, de onde vieram as primeiras nozes e o macis. Este é pouco conhecido no Brasil, é a parte grossa que envolve a noz e fica coberta pela casca, muito usado como tempero e em chás.

Eu nunca tinha visto uma foto de uma noz-moscada, é uma especiaria que eu pouco uso, mas junto com as pimentas, a canela e o cravo, foram se não a origem, pelo menos um bom estímulo para os portugueses buscarem um caminho por mar até a Índia, onde chegava-se por meio de caravanas que saiam da atual Istambul, a antiga cidade de Constantinopla. Esse era um acesso muito importante para se comprar tecidos e temperos. Temperos naquela época eram usados como medicamentos e para conservar alimentos. Tinham um valor de mercado muito alto. O preço era caro, e quem os vendia detinha também o monopólio sobre a sua origem, tornando-os ainda mais preciosos.

Pois bem, a cidade de Constantinopla foi tomada pelos otomanos em 1453, o caminho para o Oriente ficou mais difícil e, ainda que não tenha sido interrompido, as especiarias ficaram ainda mais caras. Nesse momento, os portugueses, que haviam iniciado sob o comando de um príncipe, o Infante D. Henrique, um centro de pesquisas e ensino de navegação em 1411 na cidade de Sagres estavam prontos para contornar o sul da África, ultrapassando o cabo da Boa Esperança, e assim alcançarem o oceano Índico. Até o Brasil foi descoberto em 1500 como parte desse movimento que embora tivesse como seu principal objetivo o comércio acabou por desvendar outros continentes para os europeus.

Pois bem, logo chegaram à Calicut e começaram a exportar as pimentas, faltava no entanto descobrir onde ficavam as árvores com os cravos e com as noz-moscada. Finalmente chegaram em 1511ao arquipélago das Molucas de onde ambas são nativas.

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