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Os ingleses referem-se à sobremesa como pudim. Chamam todos os doces, pavês e pudins de pudim, assim mesmo. Faz sentido por razões históricas, e a origem desse uso está na Idade Média, quando a comida era preparada em caldeirões enormes em fogões que mais pareciam lareiras que de tão altas eram maiores que um homem de altura média.

As casas e castelos não tinham forno – exclusividade dos padeiros, tamanho o medo de incêndio em casas com o telhado de sapê. A falta de espaço também só permitia um fogo por casa e também a outros hábitos alimentares. Como o açúcar e o sal estavam pouco disponíveis para a maior parte das pessoas até a descoberta da America, não havia a separação entre pratos salgados e sobrebremesas. Tudo ia junto para a mesa e os pratos eram adoçados com mel e só os muito ricos usavam um pouquinho de açúcar importado do Norte da Africa. Até a chegada dos portugueses ao Brasil onde começaram a grande produção de açúcar, o mundo europeu adoçava seus pratos com mel, mas o doce na boca não era um hábito. Daí o tamanho sucesso dos pães de açúcar – os blocos de açúcar mascavo exportados das colônias.

Como nos últimos tempos venho preparando bolos bem molhados com caldas no forno de micro-ondas, cheguei a conclusão que ando a fazer pudins ou melhor sobremesas. Me coloquei um limite que é o tempo – tudo deve acontecer em dez minutos. Tem dado certo como na receita de pudim de chocolate com nutela e uma calda farta de mel.

O chocolate em pó que utilizo não é o achocolatado, esses tem muito açúcar e leite em pó misturado ao chocolate e como as receitas são pequenas o seu uso afeta o sabor e também o equilíbrio dos ingredientes.

Veja a receita do pudim de chocolate com creme de avelãs