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O tradicional prato da culinária paulista preparado sem mistério e apenas para duas pessoas. Deu certo, ficou uma delícia, mas passei alguns sustos. Explico na receita como tudo deu certo no final. Veja as fotos de todas as etapas ao final da receita

INGREDIENTES

9 camarões de tamanho médio
2 folhas de louro
1 lata de 240 g de tomates pelados
1 colher de sopa de salsa
4 gotas de molho de pimenta
1 cebola
3 colheres de chá de sal
250 g de ervilhas frescas

100 ml de água com 1 colher de sal dissolvido
2 xícaras | 160 gde farinha de milho grossa
1 / 2 xícara | 40 g de farinha de mandioca


MODO DE PREPARO

Tiro um minuto para reclamar um pouco da cuscuzeira. A panela é instável, com a parte de baixo menor que a de cima, eu também achei que apesar do suporte interno para a massa do cuscuz ter uma haste, ele é um pouco curto, o que tornou mais difícil retirá-lo da panela depois de pronto. Também não gostei da quantidade enorme de cola das etiquetas no fundo e na frente da panela, não consegui arrancar, o que fatalmente vai deixá-la meio feia e com aspecto sujo após usá-la algumas vezes.

Convenhamos, o quesito design é ruim, e poderiam pelo menos colocar um impresso com uma receita. Para quem, como eu que usou a panela pela primeira vez, senti falta de algo mais amigável. Vou voltar a minha cuscuzeira velha com o cuscuz amarrado em um pano de prato.

Veja as fotos no final da receita

Para aqueles que acham o prato muito difícil – o cuscuz é um refogado bem temperado misturado com farinha de milho e de mandioca. Essa massa que se forma precisa ser cozida no vapor. Portanto fácil de fazer, o segredo está num bom tempero do refogado.

A quantidade de água colocada na parte de baixo da cuscuzeira não deve alcançar mais do que dois terços da altura indicada, do contrário ao ferver a água sobe e invade o cuscuz.

Primeiro tempere os camarões com limão e sal. Ferva as ervilhas frescas cobertas com água e temperadas com uma pitada de sal. Passe a farinha de milho e a farinha de mandioca por uma peneira. Molhe a farinha com um terço de xícara de água fria salgada com meia colher de chá de sal. Misture com a ponta dos dedos para obter uma farinha com a aparência de uma areia grossa.

Refogue a cebola picada no azeite, acrescente os tomates e o caldo da lata também. Misture os grãos de ervilhas fervidos. Tempere com duas colheres de chá de sal, a salsa e algumas gotas de molho de pimenta e as folhas de louro.

Acrescente os camarões e mexa suavemente até que fiquem opacos. Não aguarde que cozinhem, eles ainda serão cozidos juntos com o cuscuz.

Fora do fogo, acrescente aos poucos o refogado à farinha, misture devagar para obter uma massa bem molhada, mas ainda consistente. Não será necessário usar todo o refogado, o que sobrar sirva como molho junto com o cuscuz.

Muitas receitas antigas indicam que se deve cobrir o cuscuz com uma folha de couve antes de fechar a panela. Se possível, vale a pena, pois ela serve para medir o tempo do cozimento. A medida que o vapor sobe, aquece a massa que aquece a folha da couve que vai amarelando com o calor. Quando o calor chega à parte de cima da massa, ele ainda precisará cozinhar por mais uns cinco minutos. Cobri com uma folha de alface e, como a quantidade era pequena, serviu perfeitamente, 20 minutos foi o suficiente.

Retire do fogo e espere esfriar quase completamente para retirar da forma. Assim dá tempo da massa ficar mais estável. A mesma receita também pode ser feita utilizando a farinha de milho pré-cozida. Nesse caso, reserve um terço do refogado para utilizar como molho. Misture bem o que sobrar com a farinha ainda no fogo e transfira para uma forma untada com óleo. Aperte bem a massa e vire-a em um prato. Muita gente distribui os camarões ou fatias de tomate pela parede da forma ou do cuscuzeiro, eu não acho necessário e não faço. Prefiro enfeitar com o molho.

Veja aqui a receita de Cuscuz vegetariano


Olha o truque

Veja como deixar o camarão branquinho na hora de fritar. Clique

Fotos

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