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Rio de Janeiro e Paris nasceram mesmo para ser cidades com um constante intercâmbio, iniciado ainda no século XVI quando o comandante Villegaignon tentou fundar uma colônia na futura cidade para extrair pau-brasil. Ele ficou de 1555 a 1565 quando foi expulso pelos portugueses. Acontece que de lá para cá manteve-se o vai e vem constante entre os dois povos e, brasileiro que chega aqui logo se sente bem em casa, para espanto dos franceses, e francês que vai morar no Rio prefere alugar casinha em comunidade com vista para o mar, para espanto dos brasileiros.

Aqui na esquina de casa tem um bistrô com um jeito muito simpático com a maior cara de boteco carioca. Nunca fui, de modo que não posso falar da comida. Como passo sempre por ali, fico com a impressão que é um desses lugares que o povo local vai porque a bebida é boa, do mesmo modo que no Rio tem bar e botequim melhor que o outro por conta da cerveja servida bem gelada.

As melhores mesas são as da varanda, mas como ainda faz frio, hoje fez uns 10 graus na hora do almoço, eles colocam essa proteção de plástico e ligam no alto da parede, perto do teto, aquecedores de resistência para esquentar um pouco o ar. O grupo de mesas da ponta é especial, fica bem na esquina da minha rua,  é o mais ensolarado e, tanto www.cozinhadamarcia.com.brno inverno quanto no verão, o calor aqui é uma qualidade.

Esse grupo de mesas que está na foto ao lado, quando tem gente sentada é sempre uma turma que se diverte muito, e pelo volume das risadas tem grande intimidade uns com os outros. Outro dia passei por ali para ir ao supermercado, e o carteado ia começar, estavam com a caixa do baralho aberta em cima da mesa. Nossa, eu olho mesmo, sem vergonha. Aí pensei o que seria o equivalente do truco paulista na França. Pelo alvoroço dos quatro em volta da mesa quase gritei truco!