Todos os anos, a partir do mês de junho, quando começa a época de morangos aqui em São Paulo, eu começo corro literalmente atrás deles. Deixe-me explicar: eu me desloco pela cidade atrás de bons fornecedores. Não só de feirantes, mas também de supermercados e de camionetes e caminhõezinhos parados nas esquinas.

Os supermercados tem um ritmo interessante, compram pelo menor preço sem nenhuma compreensão do tipo de morango e se são melhores em doces, geléias ou servidos com merengue e suspiros. Assim, se voce troca de supermercado pode encontrar morangos de qualidades diferentes.

Agora aqui no bairro tem um pessoal que vende morangos de Atibaia, passam pela rua com uma gravação ao ritmo de música sertaneja. Os morangos são bons, e deve ser de Atibaia, a região produtora mais próxima da cidade.

Mas, os meus prediletos são os primeiros a chegarem aos mercados, vermelhos por dentro e por fora, bem suculentos. Em segundo lugar tem os miúdos, doces e ácidos ao mesmo tempo. E, por último, já bem no fim de safra, uns grandes e aguados, meio disformes, mas ainda assim eu insisto em comprá-los; são muito bons em geléias e sorvetes, cozidos com açúcar é uma
delícia, gosto de servir com queijo ou com frutas como a carambola.