Na segunda-feira, dia 27 de agosto, teve um concurso da Prefeitura de São Paulo para escolher o melhor pastel de feira da cidade. Não vou fazer suspense, ganhou a barra Kyoto, que é o resultado perfeito de um case de empreendedorismo. Adorei a história que vocês podem ver aqui no link da Folha de S. Paulo e também encontrar a lista de feiras onde poderá experimentá-lo. Os rapazes hoje tem uma empresa presente em quase todas as feiras livres da cidade.

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O mais legal não é o sabor do pastel, na verdade com pequenas sutilezas são todos parecidos, é que na cidade de São Paulo, e isso já faz muito tempo, o pastel comido no lugar do almoço em uma barraca na feira mais próxima é a única comida típica da cidade. Aqui não tem boteco com escondidinho ou caldinho nordestino, ou a sequência de camarão servida em restaurantes bem desencanados em Florianópolis, sem falar do acarajé.

 É claro que a qualidade dos ingredientes faz a diferença no produto, mas quando se trata de fritura o óleo e a temperatura é o que permitem não queimar e não encharcar a massa. Mas, essa é outra história.

Antigamente ouvia-se pelas ruas da cidade a gravação da Pamonha de Piracicaba, (quem não se lembra da “pamonha, olha a pamonha de Piracicaba”) que em certo momento só mesmo aquele som de robô do caminhão do gás era pior. É pena que a pamonha tenha perdido para o pastel, afinal é muito mais saudável. Mas quem resiste à deliciosa e nada saudável combinação de um bom pastel de bauru ou de escarola com queijo, o meu preferido, com um copo de caldo de cana com hortelã?