Na vitrine de vidro, de frente para a porta é possível ver alguns sanduíches recheados prontinhos para serem servidos. Os sabores variam, tem de presunto crú, queijo fontina, berinjelas e tomates com fatias de mozzarela fresca, ficam todos espalhados em pratinhos, em outra prateleira alguns croissants de massa folheada recheados de geléia, alguns doces como mil folhas, tortinhas de chocolate ou morango.

Uma máquina de café, das grandes, com capacidade para tirar até quatro cafés ao mesmo tempo, me pergunto se o tamanho é definido para se obter o alvará de funcionamento. E, sobre o balcão, em cima, do lado, atrás, uma quantidade grande de bebidas alcóolicas – tem de tudo, sobretudo destilados.

Hoje às onze da amanhã, perto do almoço, quando parei para tomar um café, percebi que a moça no balcão estava terminando de preparar uma bebida de cor vermelha, linda, linda, vermelha um pouco rosada na cor de coral. A garçonete esvaziou um vidrinho, não sei de que e se souberem vou adorar receber a informação e completou apenas até a metade com espumante Asti, mas só um pouquinho – a bebida vermelha que não era Cinzano, talvez um suco de fruta, ficou levemente frisante. O copo era baixinho e um pouco arredondado. Não perguntei o que era para não interromper a conversa, não falo italiano e foi interessante ouvir só o som.