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Eu fui fazer o programa oficial do  meu passeio em Florença, além de, é claro, ver a cidade com os seus museus, as igrejas e mosteiros, que durante três séculos mudou a arte no mundo a partir do final da Idade Média com Renascimento.

Eu fui ao mercado central, um passeio que gosto de fazer embora aqui a área dedicada à feira, aos açougues e peixarias seja cada vez menor, como de resto acontece em quase todos os mercados que originalmente abasteciam as cidades.

Pequenos restaurantes e botecos substituíram alguns dos estandes tradicionais como o do galinheiro, o do bacalhau, e do peixe, e as frutas e verduras, estão lá em menor número. Embora bem frescas e diferentes as verduras estão aos poucos cedendo espaço para os chamados produtos típicos locais, porém com embalagem para viagem – os pacotes à vácuo para os queijos e salames e o azeite em uma lata para não quebrar no caminho, lindas embalagens, muito bem desenhadas, em um esforço de coerência para o produto feito na região da Toscana.  Todas as lojas também tem os vidrinhos de vinagre balsâmico, bem miúdos e bem caros, mas como a quantidade dos estoques é enorme, não tem nada de artesanal como anunciam.

 Mas, essa época do ano tem muitos cogumelos e aqui também tem os maravilhosos funghi porcini, em uma das fotos aparece ainda fresco. Eles são secos e quase secos, é possível perceber que ainda sobra uma pequena umidade nas fatias. Custam em média entre 5 e 18 euros o pacote de 100 gramas. Depende do tamanho. E, segundo a vendedora, da intenção. Para fazer um risoto pode se usar o cogumelo picadinho, que são as sobras do corte dos pedaços maiores. As fatias de tamanho médio podem ser utilizadas em reforgados e sopas, agora as grandes e mais longas, ainda segundo ela, são um belíssimo presente, quem sabe para um advogado ou um médico…