Sou do Rio de Janeiro, carioca da gema e, cuscuz para nós cariocas é um doce de tapioca com leite de coco. É também um prato salgado de sêmola de trigo cozido no vapor e servido com carnes, típico do norte da África – do Marrocos e da Argélia. Só conheci a versão paulista quando vim morar aqui. E é delicioso. Gosto de todas as suas versões, a servida em festas com camarões, grande e imponente, ou as pequenas servidas em porções individuais em coquetéis até aquelas de botequim com as sardinhas e as fatias de ovos cozidos presas do lado de fora para enfeitá-lo. O segredo é claro está no tempero. Apesar do seu preparo envolver uma série de pequenas etapas, são todas muito fáceis. Na verdade nem sempre faço da maneira correta: não termino o cozimento em um cuscuzeiro, mas da panela arrumo o cuscuz em uma forma de onde o retiro na hora de servir. O cuscuzeiro é um tipo de panela que cozinha o seu conteúdo no vapor, daí o nome do prato.