Estou no Rio de Janeiro em busca das minhas raízes gastronômicas, preparo uma lista de restaurantes frequentados por cariocas. Assim saímos em busca de um jantar. Antes passamos pela Rua Conde de Irajá para nos despedir de uma pessoa que vai para Salvador.

Vale o passeio até Botafogo para ver como o Rio era uma cidade elegante. Lá no final da rua quase no Humaitá, prédios e casas antigas e um grupo escolar em perfeita harmonia posicionam-se de maneira correta em relação ao trajeto do Sol. Em seguida, voltamos ao posto 6 em Copacabana.

A região formada por aproximadamente quatro quarteirões faz a transição entre Copacabana e Ipanema. Um enorme hotel de frente para a praia é o seu limite. Antigamente a TV Rio, o canal 13, ocupava o local. E hoje, à sua volta como em todo lugar que espera por turistas, tem muitas lojinhas de cacarecos. Ao mesmo tempo o bairro atende muito bem a população local.

Na esquina da rua Francisco Otaviano tem um restaurante de comida baiana totalmente voltado para os visitantes estrangeiros. Dizem que é o melhor restaurante de comida baiana do Rio. Pode ser, o que me ficou na memória é meio melancólico: o lugar com poucas mesas ocupadas, alguns homens de negócio japoneses e uma tela plana de televisão que meus amigos insistem que nunca existiu. Mas não me lembro da comida.

Em compensação o mesmo dono do restaurante de comida baiana tem bem ao lado um pequeno botequim, pequeno mesmo, com sete mesas muito pequenas, dessas de metal, em uma varandinha esticada em cima da calçada e um balcão cozinha e diversas geladeiras, o segredo do lugar. A cerveja e o refrigerante chegaram com copos gelados e as bebidas perfeitamente geladas.

O cardápio tem muitos petiscos bem cariocas e algumas menções à comida nordestina como os beijus e a carne seca, mas já em versão local. O beiju com manteiga e queijo parmesão e a carne seca aparece em pasteis e tapiocas; tem ainda vários pratos com carne de siri, que eu adoro. O prato recomendado era um macarrão com frutos do mar e leite de coco. Só quando os pastéis chegaram nem o recheio, nem o ponto de fritura era o mesmo que meus amigos estavam acostumados. O siri maltratado ficou sem gosto e o ponto de fritura sem paciência. Chamamos o garçom que nos explicou. O cozinheiro que vocês estão falando é o do dia! Erramos o horário. Fomos embora. Mas vamos voltar, a tranqüilidade e agilidade do garçom e os copos gelados são prova que com o cozinheiro do dia o lugar é muito bom.

Toca do Siri — $
Rua Raul Pompéia 50.
Posto 6, Copacabana
Mapa

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De volta em casa comemos o prato a seguir.