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– Esse ano eu colhi 50 quilos de chuchu.

Quantos pessoas, excluindo os donos de uma chácara ou um sítio podem dizer isso? Acho que pouca gente. Quem mora em uma casa ou nos prédios com jardins na cidade de São Paulo provavelmente já esqueceu, ou quase, para que servia um quintal. Eu, por exemplo, eventualmente, compro uns vasinhos com ervas e deixo-as em casa. Mas… Então, para me lembrar de como se vivia com uma horta em casa, eu fui visitar a Claudia Visoni.

Ela plantou uma uma linda horta em casa, dessas com cara de horta e não de jardim envergonhado: de acordo com a época do ano pode se ver manjericão, salsa, babosa, os chuchus que se deram tão bem, aliás os maracujás também. Eu vi berinjelas no fim da estação, e Claudia ainda me mostrou o seu trabalho para arrumar os vasos, reaproveitar as bolas de futebol furadas do filho e a importância de se ter uma caixa para compostagem.

As ideias são criativas, apoiadas em princípios sólidos na busca constante de alternativas para se bem viver, e como diz, sem desperdício. A horta ensina a cada dia. E é preciso ter paciência até as plantas vingarem. Um olhar afiado permite ver se não deu praga, se o composto está no ponto e, principalmente, a horta permite o prazer de se pedir para os filhos darem uma corridinha ali fora para pegar um pouco de tempero. Além de ter como uma atividade extra empacotar os 50 quilos de chuchus, que deram tão bem esse ano, para distribuir entre amigos e vizinhos.

Claudia faz parte do grupo Hortelões Urbanos, um grupo que pessoas que plantam comida na cidade e que se reúnem no Facebook. No domingo, dia 22 de abril, eles farão faz um piquenique no Parque da Luz, em São Paulo, para trocar experiências e sementes. Ela nos convidou. Veja o link para o evento no Facebook