Uma notícia da Folha de S. Paulo de hoje mostra as condições de trabalho para os médicos da cidade de Caetanos, no interior da Bahia. Situada a 480 quilômetros de Salvador, antigamente seria preciso pelo menos quatro dias em carroça ou a cavalo para chegar até lá, mas hoje é perto do mundo civilizado e seus políticos e administradores sabem bem quando deixam de atender a si mesmos e à população local. Cidade sem médico… só um tonto acha que é bacana ir até a capital para se tratar. Médico bom é que está na esquina de casa e dá para ir a pé.

A reportagem infelizmente errou ao não assinalar que a cidade mais próxima e próspera é Vitória da Conquista localizada a apenas 78 quilômetros. Portanto, nada justifica Caetanos não ter um hospital de porte pequeno para triagem e encaminhamento para a outra cidade, e um que preste. A vizinha Vitória da Conquista tem uma faculdade de medicina federal e outra estadual. Convênios, estágios, residência médica e toda aquela mão de obra que trabalha por quase nada não teria se interessado em fazer plantão por lá?

Para quem acha que comida e política não se misturam deixo aqui a minha surpresa. Saúde, segurança alimentar, educação, esgoto tratado, programa de reciclagem, de atração de empresas, de vagas de trabalho, de valorização de sua identidade cultural e tudo que caracteriza uma vida medianamente ruim, não se enganem que os itens listados ainda não são sinal de vida boa, sequer foram bem apreciados pelo poder público e na verdade nem por nós cidadãos que pouco reclamamos.

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