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Cada vez que eu saio de São Paulo aproveito para utilizar os ingredientes locais que encontro pelo caminho. Uso os limões – pode parecer bobagem, mas reparem como o sabor e o grau de acidez varia de acordo com a geografia. Recomendo o teste da caipirinha, afinal limão nem sempre é igual a limão. E, por isso mesmo, experimentei um franguinho com um limão caipira da Ilhabela, caprichei.

Primeiro esfreguei o peito de frango, tinha comprado um bem grande e com o osso, com bastante sal e alho – usei aquele tempero de sal e alho pronto, mas tem mais cheiro do que gosto e, por isso, da próxima vez volto para o alho amassado. Peguei algumas folhas limoeiro, lavei bem, e retirei os cabinhos onde normalmente os insetos colocam ovos. Em seguida, eu as escondi por baixo da pele. Por fim, espalhei umas duas colheres de sopa de mel por cima e molhei com uma colher de sopa de vinagre balsâmico. Cobri a tigela e fui para a praia.

Duas horas depois, dourei o peito no fogo bem baixo, joguei o restinho do tempero por cima, acrescentei o suco de um limão e meio copo de água. Deixei cozinhar até a água do molho quase evaporar. Sobrou um dedo no fundo da panela. Cortei em fatias, acertei o tempero com sal e pimenta e servi.

Por que estou explicando a receita com tantos detalhes? É que esse método serve para qualquer tipo de carne. O que varia é o tempo de cozimento. Pode-se fazer um frango inteiro, uma galinha d’angola, um coelho e um bom pedaço de carne de boi. O importante é o método.

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