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Objetivo é o incentivo às boas práticas para cultivo de mudas em viveiros certificados com foco na qualidade e melhoria dos processos

O embrião para qualificar a produção vitivinícola. Desta forma foi apresentado o projeto Produção e Transferência de Matrizes de Videiras de Qualidade Superior (Mudas QS) lançado na manhã desta sexta-feira (13), na sede da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS).  O objetivo é estabelecer um programa para produção, controle e transferência de plantas matrizes de videira, com garantia de identidade genética e qualidades fitossanitária e morfológica.

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) é o interveniente técnico do projeto desenvolvido no âmbito da Rede de Centros de Inovação em Vitivinicultura (Recitivis), com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). A Embrapa Uva e Vinho é a gestora da Recivits.

A constatação de um grande número de áreas de videiras condenadas e a associação da qualidade das mudas com o produto final foram alguns dos motivadores do projeto, que foi proposto pela Associação Gaúcha de Produtores de Mudas (Agaprovitis), e realizado em conjunto com diversas entidades de pesquisa. O Mudas QS busca o desenvolvimento da marca muda de qualidade comprovada”, resultando no fortalecimento do estado do  Rio Grande do Sul como polo  de inovação tecnológica em viticultura, na expansão do mercado de mudas, na remodelação da matriz produtiva e no incentivo a políticas públicas. O projeto deve servir de referência para outras cadeias produtivas de frutas no país.

O diretor executivo do Ibravin, Carlos R. Paviani, classificou o projeto como umas das principais iniciativas estruturantes do setor. O dirigente lembrou que a entidade, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seapa), tem destinado recursos para pesquisas em tecnologia e inovação, com o objetivo de aumentar a competitividade do segmento. “Não adianta pensarmos em qualidade dos nossos vinhos sem estar atrelada ao plantio de mudas saudáveis, com qualidade e procedência”, destacou.

O secretário da Seapa, Luis Fernando Mainardi, afirmou que o lançamento do projeto é um marco na busca pela sanidade e qualidade das mudas e, consequentemente, das videiras. “Tenho certeza que esta iniciativa contribui para que os produtores tenham mais rentabilidade e que vai possibilitar um ganho em competitividade, podendo acessar novos mercados e contribuindo para o crescimento ainda maior do vinho brasileiro no mercado interno”, sintetizou.

O secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Rodrigues Elias, citou a capilaridade do projeto, que deve abranger em torno de 80% da área plantada de videiras no país. “Tecnologia é a palavra-chave para agregar valor à produção vitivinícola brasileira e, neste sentido, o Governo Federal é parceiro do setor”, destacou.

A proponente do projeto, encaminhado por meio da Agaprovitis é a Beifiur Ltda, empresa produtora de mudas instalada em Farroupilha. Entretanto, a implantação do projeto envolverá também os viveiros da Serra Gaúcha Rasip Agropastoril S.A, RAR, Sinigaglia & Cia e Valagarina.